ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA POMPEIANA
Escudo histórico preservado
Ficha Técnica · A.A. Pompeiana
Fundação e trajetória do clube
O Associação Atlética Pompeiana foi fundada em 1937 e é uma das agremiações esportivas mais tradicionais da cidade de Pompeia, no interior paulista. A data exata de fundação não foi preservada nos registros iniciais, mas uma importante descoberta do pesquisador André Martins, publicada pelo site Futebol Nacional, apontou que o clube já estava em atividade em 1937. Em 13 de junho de 1977, a Câmara Municipal de Pompeia aprovou um voto de congratulações aos "40 aniversários de fundação da Associação Atlética Pompeiana", o que confirma oficialmente o ano de fundação e demonstra o reconhecimento público que o clube sempre teve na cidade.
As cores oficiais escolhidas foram o vermelho e branco, uma combinação que se tornou símbolo de raça e paixão em Pompeia. O vermelho representa o sangue derramado pelos primeiros imigrantes que desbravaram a região, enquanto o branco simboliza a paz e a união dos trabalhadores que fundaram a associação. O escudo original, com as iniciais "AAP" e uma pomba estilizada, foi preservado e atualizado ao longo das décadas, mantendo a identidade visual do clube.
O primeiro presidente da história da Pompeiana foi José Buzá, figura proeminente no município, que liderou os primeiros passos do clube. O endereço de sua sede é a Rua Rio de Janeiro, 248, bem no coração da cidade, próximo à Praça da Matriz — uma localização central que sempre facilitou o acesso dos torcedores. A Pompeiana foi um dos clubes pioneiros a organizar o futebol amador na região, disputando competições regionais e estaduais.
Em 1943, a Pompeiana foi listada entre os participantes do Campeonato do Interior de São Paulo, promovido pela Federação Paulista de Futebol, enfrentando equipes tradicionais como o Noroeste de Bauru e o Comercial de Ribeirão Preto. Naquela época, o clube dividia atenções com outros times locais, como o União Operária Futebol Clube, ambos representando Pompeia nas competições oficiais. Na década de 1950, a Pompeiana se consolidou como a principal força do esporte na cidade, com títulos no Campeonato Citadino e na Liga de Marília.
Apesar de nunca ter se profissionalizado, a Pompeiana enfrentou adversários tradicionais como a Ferroviária de Pompeia e o XV de Jaú (em sua versão amadora). O clube também era uma referência quando o assunto era futebol de várzea e peladas organizadas aos domingos no Campo do Triângulo, onde multidões se reuniam para ver os clássicos.
A cidade de Pompeia: berço do clube
Pompeia é um município brasileiro do estado de São Paulo, localizado na região centro‑oeste do estado. Sua população estimada em 2024 era de 20.512 habitantes, de acordo com o IBGE. A cidade teve sua fundação oficial em 21 de abril de 1928, também conhecida como o "Dia da Fundação de Pompeia". Inicialmente, as terras pertenciam a três grandes proprietários: Rodolfo Nogueira da Rocha Miranda (vertentes do Rio Peixe) e os irmãos Lélio e Marcelo Pizza. A economia do município está baseada no agronegócio (cana‑de‑açúcar, laranja e pecuária), no comércio regional e em pequenas indústrias.
O principal bairro onde o clube está sediado é o Centro. A sede social da Pompeiana fica na Rua Rio de Janeiro, 248, uma das vias mais tradicionais da cidade, próxima à Praça da Matriz. Nas décadas de 1940 e 1950, a associação mantinha também um campo de futebol no bairro do Triângulo (área entre as ruas Tiradentes, Marechal Deodoro e São Paulo). Esse campo era palco dos jogos memoráveis da Pompeiana, incluindo os amistosos contra a Seleção de Pompeia e as grandes finais do Campeonato Amador.
Um fato curioso sobre Pompeia é que seu nome não tem relação com a cidade italiana destruída pelo vulcão Vesúvio. A denominação veio de uma homenagem dos irmãos Miranda à esposa de Rodolfo, chamada Aretusa Pompéia. A cidade recebeu esse nome em sua fundação, e o clube carrega no próprio nome essa herança cultural única.
A Pompeiana sempre esteve intimamente ligada aos bairros periféricos da cidade, como Jardim Primavera, Conjunto Habitacional e COHAB I, de onde vieram muitos de seus craques. O clube mantinha escolinhas de futebol gratuitas para crianças carentes, perpetuando o esporte como instrumento de inclusão social — legado que ainda hoje é lembrado com carinho pelos moradores mais antigos.
Atualmente, além do futebol de campo, o clube mantém equipes de futsal e participa de competições master na região, sempre carregando as cores vermelha e branca.






