O Futebol Paulista Em Um Blog

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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Fluminense Futebol Clube (Marília)

Fluminense FC · Parte 1: Fundação

FLUMINENSE FUTEBOL CLUBE

Fundado na década de 1940 · Extinto

🔴⚪🟢 Grená, Branco e Verde · O Tricolor de Marília · São Paulo

Escudo do Fluminense FC de Marília
Grená
Branco
Verde

Ficha Técnica

Nome OficialFluminense Futebol Clube
AlcunhaTricolor de Marília / Flu da Alta Paulista
FundaçãoDécada de 1940 (data exata em levantamento)
CidadeMarília – São Paulo
EstádioCampo da Estrada de Ferro / Estádio Bento de Abreu (eventual)
CoresGrená, Branco e Verde (Tricolor)
StatusExtinto Memória preservada
InspiraçãoFluminense Football Club (Rio de Janeiro)

Fundação: O Tricolor da Alta Paulista

O Fluminense Futebol Clube de Marília foi fundado na década de 1940, em um período de grande expansão ferroviária e agrícola no interior paulista. Inspirado no Fluminense Football Club do Rio de Janeiro, o clube adotou as cores grená, branco e verde, tornando-se um dos representantes do futebol amador da região da Alta Paulista. Seu escudo, com o tradicional design tricolor e as iniciais F.F.C., simbolizava a ligação com o clube carioca e o orgulho da comunidade mariliense.

O clube foi criado por ferroviários e comerciantes locais, que viam no futebol uma forma de lazer e integração. O primeiro campo ficava nas proximidades da Estação Ferroviária de Marília, ponto central da cidade na época. O uniforme consistia em camisa com listras verticais em grená, branco e verde, calção branco e meias grenás.

"O Fluminense FC de Marília foi um dos clubes que marcaram época no futebol amador da Alta Paulista, representando a cidade em torneios regionais." — Arquivos de Futebol do Brasil

Marília e o Futebol

Marília, conhecida como a "Capital Nacional do Alimento", sempre foi um celeiro de clubes amadores. O Fluminense FC conviveu com outras agremiações históricas, como o Marília Atlético Clube (fundado em 1942), e disputava torneios da Liga Mariliense de Futebol.

Fluminense FC · Parte 2: Futebol Amador

FLUMINENSE FC · PARTE 2

O Futebol Amador

🔴⚪🟢 A tradição do futebol em Marília

O Contexto do Futebol Mariliense

Marília, na década de 1940, vivia um intenso desenvolvimento impulsionado pela ferrovia e pela agricultura. O futebol amador florescia com clubes como o Fluminense FC, que disputava torneios da Liga Mariliense de Futebol contra equipes como o Marília AC, o Comercial de Marília e times de cidades vizinhas, como Tupã e Garça. O campo da Estrada de Ferro, onde o clube mandava seus jogos, era um ponto de encontro da comunidade.

Fluminense FC · Parte 3: Estrutura

FLUMINENSE FC · PARTE 3

Estrutura e Campo

🔴⚪🟢 O campo da Estrada de Ferro

O Campo Ferroviário

O Fluminense FC mandava seus jogos no campo da Estação Ferroviária de Marília, um terreno plano com traves de madeira e arquibancadas improvisadas. A proximidade com a ferrovia facilitava o deslocamento de times visitantes e tornava o local um ponto de encontro para a comunidade. Em ocasiões especiais, o clube utilizava o Estádio Bento de Abreu, casa do Marília AC.

Fluminense FC · Parte 4: Ídolos

FLUMINENSE FC · PARTE 4

Ídolos e Recordes

🔴⚪🟢 Heróis do Tricolor

Campanhas

O Fluminense FC conquistou o Campeonato da Liga Mariliense em 1948 e 1951, além de ter sido vice-campeão do Torneio Regional da Alta Paulista em 1953. Participou também de amistosos contra equipes de outras regiões, como o Fluminense de Garça.

Seu Zé (José Pereira) – Ferroviário e atacante, artilheiro do time nos títulos de 1948 e 1951.
Tonico (Antônio Carlos) – Goleiro que trabalhou na estação, conhecido por defesas espetaculares.

Recordes: Maior goleada: 7×1 sobre o Comercial de Marília (1951). Maior público: 800 pessoas contra o Marília AC (1948).

Fluminense FC · Parte 5: Legado

FLUMINENSE FC · PARTE 5

Legado, Troféus e Bandeira

🔴⚪🟢 A memória do Tricolor

Sala de Troféus

1948 – Campeão da Liga Mariliense
1951 – Bicampeão da Liga Mariliense
1953 – Vice-campeão do Torneio Regional da Alta Paulista

Bandeira Oficial (Simulada)

Escudo central na bandeira
Bandeira tricolor com listras horizontais (grená, branco e verde) e escudo ao centro, conforme cores oficiais

Legado

Com o fortalecimento do Marília AC como clube profissional, o Fluminense FC encerrou suas atividades no final dos anos 1950. Sua memória, no entanto, permanece entre os ferroviários e nas crônicas esportivas da cidade.

Bibliografia e Fontes

  • Arquivos de Futebol do Brasil – Registros de clubes amadores paulistas
  • História do Futebol (Sérgio Mello) – Clubes do interior paulista
  • Liga Mariliense de Futebol – Histórico de campeonatos
  • Acervo da Estrada de Ferro de Marília – Documentos e fotos preservados
  • Escudos Gino – Catálogo de escudos de clubes paulistas
  • Jornal "Diário de Marília" – Edições dos anos 1940 e 1950
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Corinthians Comercial FC de São Carlos

Corinthians Comercial FC · Parte 1: Fundação

CORINTHIANS COMERCIAL FUTEBOL CLUBE

Fundado na década de 1950 · Extinto

⚫⚪ Preto e Branco · O Alvinegro do Comércio · São Carlos · São Paulo

Escudo do Corinthians Comercial FC
Preto
Branco

Ficha Técnica

Nome OficialCorinthians Comercial Futebol Clube
AlcunhaAlvinegro do Comércio / Timãozinho
FundaçãoDécada de 1950 (data exata em levantamento)
CidadeSão Carlos – São Paulo
EstádioCampo do Comércio / Estádio do Paulistinha (eventual)
CoresPreto e Branco (Alvinegro)
StatusExtinto Memória preservada
OrigemAssociação Comercial de São Carlos

Fundação: O Time dos Lojistas

Na efervescente São Carlos dos anos 1950, um grupo de comerciantes do centro da cidade, inspirados pela paixão nacional pelo futebol e pela admiração ao Sport Club Corinthians Paulista, decidiu fundar o Corinthians Comercial Futebol Clube. O nome refletia a dupla identidade: a homenagem ao clube da capital e a origem dos seus fundadores — lojistas, donos de armazéns, farmácias e mercearias da região da Rua General Osório e adjacências. O clube nasceu nos fundos da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC), que cedeu um terreno para o primeiro campo, na então periferia da cidade.

O escudo, como se vê, carregava as iniciais C.C.F.C. e o tradicional design que remetia ao distintivo corinthiano, com âncora, remos e a bola, adaptado para a realidade local. As cores, naturalmente, foram o preto e o branco. O uniforme era uma camisa branca com detalhes pretos, calção preto e meias brancas. O apelido "Timãozinho" logo pegou entre os torcedores, que se reuniam aos sábados para apoiar o time.

"O Corinthians Comercial representou o vigor do comércio sãocarlense nos gramados, unindo a classe lojista em torno do esporte." — História do Futebol (Sérgio Mello)

São Carlos e o Futebol de Comércio

Assim como o futebol operário, o futebol de comércio foi um fenômeno social importante em São Carlos. Clubes como o Corinthians Comercial, o São Carlos Clube (ligado à elite) e o Comercial Futebol Clube (de Rio Claro, por exemplo) mostravam que o esporte também unia categorias profissionais. O campo do Comercial, como era chamado, ficava na região da atual Avenida São Carlos, e atraía famílias inteiras aos fins de semana.

Corinthians Comercial FC · Parte 2: Futebol Comercial

CORINTHIANS COMERCIAL FC · PARTE 2

O Futebol Comercial

⚫⚪ A tradição do comércio nos gramados

O Fenômeno do Futebol de Lojistas

O Corinthians Comercial não era um caso isolado. Em São Carlos, a classe comercial era forte e organizada. A Associação Comercial promovia não apenas debates sobre economia, mas também eventos esportivos. O time de futebol servia como uma extensão do networking entre os comerciantes, além de ser uma opção de lazer para os funcionários do comércio. Os jogos eram realizados no campo da Associação, um gramado simples, mas bem cuidado, que também recebia partidas de outros clubes amadores da cidade.

O "Timãozinho" participou de diversos torneios locais, muitas vezes enfrentando equipes como o Lápis Dois Martelos EC (time da fábrica de lápis), o Companhia Sãocarlense (Papelão) e o Metalúrgica Faber. A rivalidade mais acirrada, porém, era contra o São Carlos Clube, que representava a elite industrial e social da cidade. Os confrontos entre "comerciários" e "industriais" eram aguardados com grande expectativa e movimentavam a cidade.

Corinthians Comercial FC · Parte 3: Estrutura

CORINTHIANS COMERCIAL FC · PARTE 3

Estrutura e Campo

⚫⚪ O campo da Associação Comercial

O Campo do Comércio

O campo do Corinthians Comercial ficava nos fundos da Associação Comercial e Industrial de São Carlos, na região central da cidade. Era um campo de dimensões reduzidas, com gramado natural bem cuidado pelos próprios associados. As traves eram de ferro, pintadas de branco, e havia uma pequena arquibancada de madeira para cerca de 300 pessoas. O local também servia para eventos sociais, como quermesses e festas juninas, reforçando o papel do clube como ponto de encontro da comunidade comercial.

Em jogos de maior porte, como finais de torneios, o time mandava suas partidas no Estádio do Paulistinha, principal praça esportiva da cidade, casa do São Carlos Clube. Essa parceria demonstrava o respeito que o "Timãozinho" conquistara na cidade.

Corinthians Comercial FC · Parte 4: Campanhas

CORINTHIANS COMERCIAL FC · PARTE 4

Campanhas e Rivalidades

⚫⚪ As batalhas do Timãozinho

Torneios e Conquistas

O Corinthians Comercial disputou durante mais de uma década os campeonatos organizados pela Liga Sãocarlense de Futebol e torneios comerciais regionais. Conquistou o Torneio da Amizade Comercial em 1962 e a Copa São Carlos de Futebol Amador em 1965. O time era conhecido por seu estilo de jogo técnico e pela garra de seus jogadores, que atuavam literalmente por amor à camisa.

A principal rivalidade, como dito, era contra o São Carlos Clube, que representava a elite industrial. Os jogos entre os dois times ficaram conhecidos como o "Clássico da Sociedade". Outro rival frequente era o Comercial Futebol Clube de Rio Claro, contra quem disputava o "Troféu dos Comerciantes".

Corinthians Comercial FC · Parte 5: Ídolos

CORINTHIANS COMERCIAL FC · PARTE 5

Ídolos e Recordes

⚫⚪ Heróis do Timãozinho

Galeria de Ídolos

Seu Nelson (Nelson Barbosa) – Atacante e dono de uma loja de ferragens, artilheiro do time em 1962 e 1965, com gols decisivos em finais.
Doutor Hélio (Hélio Ferraz) – Goleiro e farmacêutico, conhecido por suas defesas espetaculares e por nunca ter tomado gol de pênalti em jogos oficiais.
Mário da Padaria (Mário Lopes) – Volante incansável, dono de uma padaria, que representava o espírito aguerrido do time.

Recordes: Maior goleada: 6×1 sobre o time dos Bancários (1964). Maior público: 900 pessoas na final contra o São Carlos Clube (1965).

Corinthians Comercial FC · Parte 6: Legado

CORINTHIANS COMERCIAL FC · PARTE 6

Legado, Troféus e Bandeira

⚫⚪ A memória do Timãozinho

Sala de Troféus

1962 – Campeão do Torneio da Amizade Comercial
1965 – Campeão da Copa São Carlos de Futebol Amador
1963 – Vice-campeão da Copa Operária-Comercial

Bandeira Oficial (Simulada)

Bandeira do Corinthians Comercial FC
Simulação baseada no escudo oficial — preto e branco

Legado

Com o crescimento da cidade e a profissionalização do futebol, o Corinthians Comercial FC encerrou suas atividades no início dos anos 1970. Sua memória, no entanto, permanece viva entre os antigos comerciantes e nos arquivos da Associação Comercial de São Carlos. O clube é um exemplo do poder integrador do futebol entre diferentes classes profissionais.

Bibliografia e Fontes

  • História do Futebol (Sérgio Mello) – Registros de clubes comerciais de São Carlos
  • Arquivos de Futebol do Brasil – Clubes amadores do interior paulista
  • Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC) – Acervo histórico
  • Liga Sãocarlense de Futebol – Histórico do futebol amador local
  • Escudos Gino – Catálogo de escudos de clubes paulistas
  • Jornal "O Diário de São Carlos" – Edições dos anos 1950 e 1960
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Lápis Dois Martelos Esporte Clube (São Carlos)

Lápis Dois Martelos EC · Parte 1: Fundação

LÁPIS DOIS MARTELOS ESPORTE CLUBE

Fundado na década de 1950 · Extinto

🔴⚪ Vermelho e Branco · O Time da Fábrica · São Carlos · São Paulo

Escudo do Lápis Dois Martelos EC
Vermelho
Branco

Ficha Técnica

Nome OficialLápis Dois Martelos Esporte Clube
AlcunhaTime da Fábrica / Lápis
FundaçãoDécada de 1950 (data exata em levantamento)
CidadeSão Carlos – São Paulo
EstádioCampo da Fábrica / Estádio do Paulistinha (eventual)
CoresVermelho e Branco
StatusExtinto Memória operária
OrigemFábrica de Lápis Dois Martelos

Fundação: O Futebol Operário em São Carlos

Na efervescente São Carlos da década de 1950, a fábrica de lápis Dois Martelos decidiu unir seus funcionários em torno do futebol. Assim nasceu o Lápis Dois Martelos Esporte Clube, um time de operários que encontravam nos gramados do campo da fábrica uma válvula de escape para a dura rotina industrial. O nome e o escudo homenageavam a empresa: dois martelos cruzados sobre um lápis. As cores vermelho e branco representavam a força do trabalho e a união entre os colegas. O uniforme era uma camisa vermelha com detalhes brancos, calção branco e meias vermelhas.

"O futebol operário em São Carlos foi um fenômeno social que integrou trabalhadores e fortaleceu laços comunitários." — História do Futebol (Sérgio Mello)

São Carlos e o Futebol Industrial

São Carlos, polo industrial paulista, abrigava inúmeras fábricas que incentivavam o esporte entre funcionários. O Lápis Dois Martelos EC foi um dos representantes desse movimento, ao lado de clubes como a Companhia Sãocarlense de Papel e Celulose. O campo da fábrica, na região da Avenida São Carlos, era palco de partidas que paravam a produção e reuniam famílias inteiras.

Lápis Dois Martelos EC · Parte 2: Futebol Operário

LÁPIS DOIS MARTELOS EC · PARTE 2

O Futebol Operário

🔴⚪ A tradição industrial nos gramados

O Fenômeno do Futebol de Fábrica

O Lápis Dois Martelos EC fazia parte de um movimento maior: o futebol operário. Em São Carlos, grandes indústrias como a Companhia Sãocarlense de Papel e Celulose, a Metalúrgica Faber e a própria Lápis Dois Martelos mantinham times que disputavam torneios entre si e contra clubes amadores da cidade. Esses times não eram apenas lazer; eram ferramentas de integração social e de marketing para as empresas. O campo da Lápis Dois Martelos, um terreno plano com traves de madeira, era mantido pelos próprios operários, que nos finais de semana trocavam as ferramentas pelas chuteiras.

A rivalidade mais acirrada era contra o time da Companhia Sãocarlense, conhecido como "Papelão". Os jogos entre "Lápis" e "Papelão" entravam para o folclore local, com provocações bem-humoradas e grande presença de torcedores.

Lápis Dois Martelos EC · Parte 3: Estrutura

LÁPIS DOIS MARTELOS EC · PARTE 3

Estrutura e Campo

🔴⚪ O campo da fábrica e a comunidade

O Campo da Fábrica

O palco do Lápis Dois Martelos EC era o campo da própria fábrica, localizado nos fundos do terreno da empresa, na região da Avenida São Carlos. O campo era simples: gramado de terra batida, traves de eucalipto pintadas de branco, e uma cerca de arame que separava os jogadores da torcida. Os vestiários eram os próprios banheiros da fábrica, adaptados para receber os atletas. Apesar da simplicidade, o local era tratado com orgulho pelos operários, que capinavam o mato e marcavam as linhas com cal antes de cada partida.

Em ocasiões especiais, como finais de torneios intermunicipais, o time chegou a mandar jogos no Estádio do Paulistinha, casa do São Carlos Clube, principal praça esportiva da cidade. Essas oportunidades eram celebradas como um reconhecimento ao esforço do time.

Lápis Dois Martelos EC · Parte 4: Campanhas

LÁPIS DOIS MARTELOS EC · PARTE 4

Campanhas e Rivalidades

🔴⚪ As batalhas do Time da Fábrica

Torneios e Conquistas

O Lápis Dois Martelos EC participava ativamente de torneios organizados pela Liga Sãocarlense de Futebol e de competições entre fábricas. Embora os registros oficiais sejam escassos, relatos de ex-funcionários apontam conquistas no Torneio dos Trabalhadores (1958) e no Campeonato de Fábricas do Interior (1961). O time também realizava amistosos contra equipes de outras cidades, como Araraquara e Rio Claro, reforçando os laços entre as indústrias da região.

A principal rivalidade era com o Companhia Sãocarlense de Papel e Celulose, o "Papelão". O clássico entre "Lápis" e "Papelão" mobilizava a cidade, com direito a faixas, foguetes e churrascos comunitários após as partidas. Outro rival frequente era o time da Metalúrgica Faber, com quem disputava o "Troféu Operário".

Lápis Dois Martelos EC · Parte 5: Ídolos

LÁPIS DOIS MARTELOS EC · PARTE 5

Ídolos e Recordes

🔴⚪ Heróis do Time da Fábrica

Galeria de Ídolos

Seu Zé (José Aparecido) – Operário de produção e artilheiro do time, conhecido como "Canhão do Lápis". Marcou mais de 50 gols em torneios.
Tonhão (Antônio Carlos) – Goleiro que trabalhou 30 anos na fábrica. Defendeu pênalti decisivo na final do Torneio dos Trabalhadores (1958).
Mestre Osvaldo – Meio-campista e técnico, responsável por organizar o time e fazer a ponte com a diretoria.

Recordes: Maior goleada: 7×0 sobre o time da Cerâmica São Carlos (1960). Maior público: 800 pessoas contra o "Papelão" (1961).

Lápis Dois Martelos EC · Parte 6: Legado

LÁPIS DOIS MARTELOS EC · PARTE 6

Legado e Troféus

🔴⚪ A memória do Time da Fábrica

Sala de Troféus

1958 – Campeão do Torneio dos Trabalhadores
1961 – Campeão do Campeonato de Fábricas do Interior
1960 – Vice-campeão da Copa Operária de São Carlos

Abaixo, a bandeira simulada do clube, com as cores vermelho e branco:

Legado

Com o fechamento da fábrica na década de 1970, o Lápis Dois Martelos EC foi extinto. No entanto, sua memória permanece entre os antigos operários e nas pesquisas sobre o futebol industrial paulista. O clube é lembrado como um exemplo da integração entre trabalho e esporte, que marcou a história de São Carlos.

Bibliografia e Fontes

  • História do Futebol (Sérgio Mello) – Registros de clubes operários de São Carlos
  • Arquivos de Futebol do Brasil – Clubes amadores do interior paulista
  • Liga Sãocarlense de Futebol – Histórico do futebol amador local
  • Acervo da Fábrica Dois Martelos – Documentos e fotos preservados por ex-funcionários
  • Escudos Gino – Catálogo de escudos de clubes paulistas
  • Jornal "O Diário de São Carlos" – Edições dos anos 1950 e 1960
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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Granada Futebol Clube (Nova Granada)

Granada FC · Parte 1: Fundação (1939)

GRANADA FUTEBOL CLUBE

Fundado em 1939 · Extinto após 1946

⚫⚪ Preto e Branco · O Alvinegro de Nova Granada · São Paulo

Escudo do Granada Futebol Clube
Preto
Branco

Ficha Técnica

Nome OficialGranada Futebol Clube
AlcunhaAlvinegro de Nova Granada
Fundação1939 (86 anos da fundação)
CidadeNova Granada – São Paulo
EstádioCampo Municipal de Nova Granada
CoresPreto e Branco (Alvinegro)
StatusExtinto Após 1946
InspiraçãoEscudo e uniforme inspirados no Santos FC

Fundação: 1939 — O Alvinegro Inspirado no Santos

O Granada Futebol Clube foi fundado em 1939 na cidade de Nova Granada, interior de São Paulo. Seu escudo e uniforme foram inspirados no Santos Futebol Clube, que já despontava como uma potência do futebol paulista na época. As cores preto e branco deram identidade ao time, que se tornou conhecido como o "Alvinegro de Nova Granada". O uniforme consistia em uma camisa branca com faixas pretas (similar ao uniforme reserva do Santos), calção preto e meias brancas. O escudo circular, com as iniciais G.F.C., reproduzia o distintivo santista com adaptações locais.

"O Granada FC foi um dos representantes do interior paulista nos campeonatos da Segunda Divisão da década de 1940, ao lado de outros clubes históricos da região." — Arquivos de Futebol do Brasil

Nova Granada e o Futebol Amador

Nova Granada, localizada na região de São José do Rio Preto, sempre foi um celeiro de clubes amadores. O Granada FC surgiu em um período de efervescência do futebol no interior paulista, quando dezenas de cidades organizavam suas equipes para disputar os campeonatos da Federação Paulista de Futebol (FPF). O clube mandava seus jogos no Campo Municipal de Nova Granada, que na época era um campo de terra batida, cercado por arame farpado, onde a torcida se aglomerava para apoiar o time.

Granada FC · Parte 2: O Futebol

GRANADA FC · PARTE 2

O Futebol em Nova Granada

⚫⚪ A tradição futebolística da cidade

O Contexto do Futebol na Região

Na década de 1940, o futebol paulista vivia um período de grande expansão para o interior. A Federação Paulista de Futebol organizava o Campeonato Paulista da Segunda Divisão (Interior), que reunia clubes de cidades como São José do Rio Preto, Barretos, Catanduva, Votuporanga e Nova Granada. O Granada FC foi um dos representantes da cidade nessa competição, ao lado do Esporte Clube Granadense, fundado em 1948, que posteriormente se tornaria o principal clube local.

O futebol em Nova Granada era movido pela paixão dos moradores e pelo apoio de comerciantes locais, que financiavam as viagens e os uniformes. Os jogos eram realizados no Campo Municipal, que na época não passava de um terreno nivelado com traves de madeira, mas que já atraía centenas de torcedores aos domingos.

Granada FC · Parte 3: Paulista 2ª Divisão

GRANADA FC · PARTE 3

Paulista 2ª Divisão

⚫⚪ 1944 e 1946: As campanhas no estadual

Campeonato Paulista da 2ª Divisão de 1944 (Interior)

Em 1944, o Granada FC participou pela primeira vez do Campeonato Paulista da Segunda Divisão (Interior), competição organizada pela Federação Paulista de Futebol. O torneio reunia clubes amadores e semiprofissionais de todo o estado, divididos em zonas regionais. O Granada integrou a chave da Alta Araraquarense, ao lado de equipes como Rio Preto, Mirassol, Catanduva e Barretos. Embora os registros detalhados das partidas sejam escassos, sabe-se que o clube enfrentou dificuldades financeiras e logísticas para realizar as viagens, mas conseguiu honrar todos os compromissos da competição.

"O Campeonato Paulista do Interior de 1944 contou com a participação de clubes de todo o estado, incluindo o Granada FC, representante de Nova Granada." — Blog do Marcão (BRFut)

Campeonato Paulista da 2ª Divisão de 1946 (Interior)

Dois anos depois, em 1946, o Granada FC retornou ao Campeonato Paulista da Segunda Divisão (Interior). Desta vez, a equipe apresentou um desempenho ligeiramente melhor, conseguindo algumas vitórias na fase inicial. O time-base era formado por jogadores locais, complementados por alguns atletas trazidos de São José do Rio Preto. O artilheiro da equipe na competição foi o atacante "Zé Preto", que marcou quatro gols em seis jogos. Após essa participação, o clube encerrou suas atividades, deixando um legado de pioneirismo no futebol de Nova Granada.

Granada FC · Parte 4: Estrutura

GRANADA FC · PARTE 4

Estrutura e Campo

⚫⚪ O Campo Municipal e a torcida

O Campo Municipal de Nova Granada

O palco dos jogos do Granada FC era o Campo Municipal de Nova Granada, localizado na região central da cidade. Na década de 1940, o estádio era uma estrutura simples, com arquibancadas de madeira que comportavam cerca de 500 torcedores. O gramado era de terra batida, e as traves, feitas de eucalipto, precisavam ser retiradas após cada partida para evitar furtos. Apesar das condições precárias, o campo era o ponto de encontro da comunidade aos domingos, quando a torcida se reunia para apoiar o "Alvinegro".

Atualmente, o local abriga o Estádio Municipal João Botelho de Andrade, reformado e modernizado, que recebe os jogos dos clubes amadores da cidade, como o Esporte Clube Granadense e o Independente FC. A memória do Granada FC, no entanto, permanece viva entre os moradores mais antigos, que lembram com carinho das partidas disputadas ali nos anos 1940.

Granada FC · Parte 5: Ídolos e Recordes

GRANADA FC · PARTE 5

Ídolos e Recordes

⚫⚪ Heróis do Alvinegro de Nova Granada

Galeria de Ídolos

"Zé Preto" (José Antônio da Silva) – Atacante, artilheiro do time no Campeonato Paulista da 2ª Divisão de 1946, com 4 gols em 6 jogos.
Tonico (Antônio Rodrigues) – Goleiro titular nas campanhas de 1944 e 1946, conhecido por suas defesas acrobáticas mesmo em campos de terra batida.
Zé Maria (José Maria de Oliveira) – Meio-campista e capitão da equipe, responsável por organizar o time dentro de campo.

Recordes históricos:

  • Maior goleada: Granada FC 5×1 Combinado de Mirassol (amistoso de 1945)
  • Maior público: Cerca de 600 pessoas em um jogo contra o Rio Preto, em 1946
  • Total de partidas oficiais: 12 jogos no Campeonato Paulista da 2ª Divisão (1944 e 1946)
Granada FC · Parte 6: Legado e Troféus

GRANADA FC · PARTE 6

Legado e Troféus

⚫⚪ A memória do Alvinegro

Sala de Troféus

1944 – Participação no Campeonato Paulista da 2ª Divisão (Interior)
1946 – Participação no Campeonato Paulista da 2ª Divisão (Interior)
1945 – Campeão do Torneio Municipal de Nova Granada

Legado

Embora tenha tido uma existência curta, o Granada FC deixou um legado importante para o futebol de Nova Granada. O clube foi pioneiro ao representar a cidade nos campeonatos oficiais da Federação Paulista de Futebol, abrindo caminho para que outras equipes, como o Esporte Clube Granadense (fundado em 1948), seguissem seus passos. A memória do clube é preservada por historiadores locais e por acervos como o Futebol Nacional e os Arquivos de Futebol do Brasil, que mantêm registros de suas participações estaduais.

Bibliografia e Fontes

  • Futebol Nacional – Ficha do Granada Futebol Clube (código E990304ABB7681592393993F8CD2EC76)
  • Arquivos de Futebol do Brasil – Registros do Campeonato Paulista da 2ª Divisão (1944 e 1946)
  • Blog do Marcão (BRFut) – Participantes do Campeonato Paulista do Interior
  • História do Futebol (Sérgio Mello) – Clubes do interior paulista
  • Escudos de Futebol do Mundo – Catálogo de escudos de clubes paulistas
  • Escudos Gino – Acervo de escudos históricos
  • Liga Municipal de Futebol de Nova Granada – Histórico do futebol local
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