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ASSOCIAÇÃO ATHLETICA PAULISTANA (SÃO PAULO)

AA Paulistana · O Rubro-Branco do Belenzinho · São Paulo/SP

ASSOCIAÇÃO ATHLETICA PAULISTANA

🔴⚪ Vermelho e Branco · O Rubro-Branco do Belenzinho · 1910–década de 1920

Escudo da Associação Athletica Paulistana
Acervo Michael Serra · Livro "125 Anos de História"
Vermelho
Branco

Ficha Técnica

Nome OficialAssociação Athletica Paulistana
Fundação Original31 de agosto de 1910
Refundação4 de março de 1919
Status AtualExtinto desaparecido na década de 1920
Cidade/BairroSão Paulo – SP (Belenzinho)
SedeAvenida Celso Garcia, nº 975 · Belenzinho · São Paulo/SP
ApelidoRubro-Branco do Belenzinho
Cores OficiaisVermelho e Branco (Rubro-branco)
Campo de TreinoParque Antarctica Paulista
Participações Oficiais7 competições registradas (Divisão Municipal/3ª Divisão da APEA)
Sócios (1942)60 sócios

A história da AA Paulistana: o rubro-branco que nasceu entre ginasianos e acadêmicos

A Associação Athletica Paulistana foi fundada originalmente em 31 de agosto de 1910, uma quarta-feira, por um grupo de rapazes ginasianos e acadêmicos da cidade de São Paulo. A reunião de fundação contou com a eleição da primeira diretoria, composta por: Presidente – Luiz Noronha; Secretário – Tadio Noronha; Vice-Secretário – J. B. de Almeida Prado; Tesoureiro – Antonio da Cunha Canto; Vice-Tesoureiro – Tacito Silveira; Capitão – Eurico Moreira; e Vice-Capitão – Helio Ribeiro.[reference:0] A novel sociedade esportiva, que prometia "um futuro feliz", tinha como campo para treinos o Parque Antarctica Paulista.

O clube passou por uma refundação ou reorganização em 4 de março de 1919, data que consta nos registros oficiais da Federação Paulista de Futebol e que é frequentemente citada como a fundação oficial da agremiação. Nessa segunda fase, a Paulistana estabeleceu sua sede na Avenida Celso Garcia, nº 975, no bairro do Belenzinho, zona leste da capital paulista, região que crescia rapidamente com a chegada de imigrantes e a instalação de indústrias ao longo da ferrovia.

As cores oficiais do clube eram o vermelho e o branco, conferindo-lhe a identidade rubro-branca que o distinguia entre as dezenas de agremiações que pontilhavam o futebol paulistano nas primeiras décadas do século XX. O escudo original, preservado graças ao trabalho meticuloso de historiadores como Michael Serra e incluído na obra 125 Anos de História – A Enciclopédia do Futebol Paulista, exibe as iniciais "A.A.P." em um design circular que remete aos distintivos dos clubes tradicionais da época.

"A Associação Athletica Paulistana foi uma agremiação da cidade de São Paulo (SP). Sediada na Avenida Celso Garcia, nº 975, no Bairro do Belém, na capital paulistana. Foi Fundado na quarta-feira, do dia 31 de Agosto de 1910, por um grupo de rapazes do ginasianos e acadêmicos." — História do Futebol · A Enciclopédia do Futebol na Internet[reference:1]

⚽ As sete participações na Divisão Municipal da APEA

A Associação Athletica Paulistana teve 7 participações registradas em competições oficiais, todas no âmbito da Divisão Municipal da APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos), que equivalia à Terceira Divisão do Campeonato Paulista. A agremiação disputou as edições de 1922, 1923 e 1924, conforme registros da época. Em 1922, a Paulistana figurou entre as 28 equipes participantes da Divisão Municipal, que incluía clubes como Aliança do Norte, AA Ordem e Progresso, AA São Geraldo, Oriente FC, Voluntários da Pátria e Touring FC.[reference:2]

No Torneio Eliminatório de 1923, promovido pela APEA para apurar as equipes que disputariam a Terceira Divisão, a Paulistana também marcou presença, ao lado de agremiações como Colombo, Concórdia, Estrela da Saúde e Ordem e Progresso.[reference:3] A participação nesse torneio eliminatório demonstra que o clube buscava ativamente ascender nas divisões do futebol paulista, competindo com outras agremiações de bairro que sonhavam em alcançar a elite estadual.

Em 1924, a Paulistana integrou a Série D da Divisão Municipal, ao lado de Aliança do Norte, AA Recreativa Vila Deodoro, AA República, Estrela da Saúde FC, Roma FC e Touring FC.[reference:4] Embora os registros detalhados das campanhas sejam fragmentários — uma característica comum entre os clubes amadores da época —, a presença constante da Paulistana nessas competições por pelo menos três temporadas consecutivas atesta sua organização e relevância no cenário futebolístico da capital paulista.

📊 O levantamento de 1942 e os 60 sócios

Um levantamento realizado em 1942 sobre os clubes da cidade de São Paulo registrou que a Associação Atlética Paulistana contava com 60 sócios, ocupando a 269ª posição no ranking de associados da capital.[reference:5] Embora o número possa parecer modesto quando comparado aos gigantes da época — o Clube de Regatas Tietê liderava com 18.050 sócios, seguido pelo Corinthians com 15.000 —, é importante contextualizar que a Paulistana era um clube de bairro, voltado para a comunidade do Belenzinho e arredores, e que já havia encerrado suas atividades futebolísticas competitivas na década anterior.

📜 O desaparecimento

Como dezenas de outros clubes amadores e de várzea da época, a Associação Athletica Paulistana não sobreviveu às transformações do futebol brasileiro e às mudanças urbanas que reconfiguraram a zona leste paulistana. Após a temporada de 1924, não há mais registros de participações do clube em competições oficiais da APEA. A profissionalização do futebol, consolidada a partir de 1933, e a crescente concentração de recursos nos grandes clubes selaram o destino de agremiações como a Paulistana. O clube manteve-se como entidade social por mais alguns anos — o registro de 60 sócios em 1942 comprova sua existência até pelo menos essa data —, mas acabou desaparecendo silenciosamente, deixando como legado seu escudo rubro-branco e a memória de uma agremiação que, por breve que tenha sido sua trajetória, contribuiu para a rica tapeçaria do futebol paulistano.

Sala de Troféus da AA Paulistana

Embora a Paulistana não tenha conquistado títulos oficiais de grande expressão, suas participações na Divisão Municipal da APEA e seu legado como clube do Belenzinho merecem ser celebrados.

Divisão Municipal 1922 Participação entre 28 equipes da APEA
Torneio Eliminatório 1923 Participação na seletiva para a 3ª Divisão
Divisão Municipal 1923 Participação na Série D da APEA
Divisão Municipal 1924 Participação na Série D da APEA
Fundação Original 31 de agosto de 1910 · Refundada em 4 de março de 1919
Sócios em 1942 60 sócios · Clube de expressiva penetração comunitária
Escudo Preservado Acervo Michael Serra · "125 Anos de História"
Sede Histórica Av. Celso Garcia, 975 · Belenzinho

Linha do Tempo da AA Paulistana

1910
31 de agosto: Fundação original da Associação Athletica Paulistana por ginasianos e acadêmicos.
1919
4 de março: Refundação ou reorganização do clube, data que consta nos registros oficiais.
1922
Participação na Divisão Municipal da APEA, entre 28 equipes.
1923
Participação no Torneio Eliminatório e na Divisão Municipal da APEA.
1924
Participação na Série D da Divisão Municipal da APEA.
1942
Registro de 60 sócios no levantamento dos clubes de São Paulo.
Década de 1940
Desaparecimento do clube, vítima das transformações do futebol e da urbanização.

O bairro do Belenzinho: berço da AA Paulistana

📍 Zona Leste · São Paulo · Capital

O Belenzinho (ou Belém) é um tradicional bairro da zona leste de São Paulo, pertencente ao distrito do Belém. Sua história remonta ao século XIX, quando a região era conhecida como "Marco da Meia Légua" — um ponto de parada para tropeiros e viajantes que se dirigiam ao Rio de Janeiro. O bairro desenvolveu-se significativamente com a inauguração da Estrada de Ferro Central do Brasil e, posteriormente, com a chegada de indústrias e imigrantes, principalmente italianos, que se estabeleceram na região para trabalhar nas fábricas e no comércio local.

A Avenida Celso Garcia, onde se localizava a sede da AA Paulistana (número 975), é uma das principais vias do bairro, conectando o centro de São Paulo à zona leste. No início do século XX, a avenida abrigava estabelecimentos comerciais, residências e sedes de clubes e associações, sendo um ponto de encontro para a comunidade local. O Belenzinho também foi palco de importantes eventos históricos, como a Greve Geral de 1917, que paralisou a cidade e teve forte adesão dos operários da região.

Atualmente, o Belém é um bairro que mescla características residenciais e comerciais, abrigando importantes equipamentos culturais como o Sesc Belenzinho e o Memorial da América Latina (este último localizado na divisa com a Barra Funda). A memória dos clubes de várzea que ali floresceram — como a AA Paulistana, o Flor do Belém e o Juta Belém — permanece viva nos acervos de historiadores e no coração dos antigos moradores.

Simulação do Uniforme Rubro-Branco (década de 1920)

Camisa: listras verticais vermelhas e brancas
Calção: vermelho | Meias: brancas
(Reconstituição baseada nas cores oficiais do clube: vermelho e branco)

Galeria do Escudo Histórico

Escudo AA Paulistana
Associação Athletica Paulistana (1910/1919–década de 1940) — Escudo rubro-branco oficial

O distintivo foi preservado graças ao trabalho de Michael Serra e integra o acervo da Enciclopédia do Futebol Paulista.

Epílogo: o legado do Rubro-Branco do Belenzinho

A Associação Athletica Paulistana é um exemplo emblemático dos clubes de bairro que floresceram em São Paulo nas primeiras décadas do século XX. Fundada por ginasianos e acadêmicos em 1910 e refundada em 1919, a agremiação rubro-branca estabeleceu-se no Belenzinho e participou ativamente das competições da Divisão Municipal da APEA — a porta de entrada para o futebol organizado na capital paulista.

As sete participações em competições oficiais, distribuídas entre 1922 e 1924, demonstram que a Paulistana tinha organização e competitividade para figurar no cenário esportivo da época. O campo de treinos no Parque Antarctica Paulista — estádio que se tornaria a casa do Palestra Itália (Palmeiras) — e a sede na Avenida Celso Garcia atestam a inserção do clube na geografia futebolística da cidade.

O desaparecimento da Paulistana, em meados da década de 1920, reflete as profundas transformações pelas quais passou o futebol brasileiro. A profissionalização, a concentração de recursos nos grandes clubes e a especulação imobiliária que fez desaparecer os campos de várzea da zona leste selaram o destino de dezenas de agremiações como a Paulistana. No entanto, sua memória resiste nos acervos de historiadores como Michael Serra e Rodolfo Kussarev, nos registros da Federação Paulista de Futebol e no coração dos apaixonados pela história do futebol paulistano.

Hoje, a Associação Athletica Paulistana é lembrada como um símbolo de uma era em que o futebol era, antes de tudo, uma expressão da vida comunitária. O escudo rubro-branco, com as iniciais A.A.P., preservado na Enciclopédia do Futebol Paulista, é um testemunho silencioso da paixão que movia os jovens do Belenzinho a cada domingo, quando o "Rubro-Branco do Belenzinho" entrava em campo para defender as cores de seu bairro.

📝 Resumo Final

A Associação Athletica Paulistana foi fundada originalmente em 31 de agosto de 1910 e refundada em 4 de março de 1919. Sua sede ficava na Avenida Celso Garcia, nº 975, no Belenzinho, em São Paulo. Suas cores oficiais eram o vermelho e o branco (rubro-branco). O clube disputou sete competições oficiais da Divisão Municipal da APEA (atual Terceira Divisão do Campeonato Paulista) entre 1922 e 1924. Utilizava o Parque Antarctica Paulista como campo de treinos. Em 1942, contava com 60 sócios. Foi extinto em meados da década de 1940. Seu escudo foi preservado por Michael Serra e figura na obra "125 Anos de História – A Enciclopédia do Futebol Paulista".

Bibliografia e Fontes Consultadas

📌 Esta enciclopédia foi elaborada com base em fontes verificadas e vasta pesquisa online, respeitando as cores originais do clube (vermelho e branco). A Associação Athletica Paulistana, mesmo extinta, é parte fundamental da história do futebol de várzea paulistano e um testemunho da paixão popular que construiu o esporte no Brasil.

Enciclopédia do Futebol Brasileiro · Compilado em 2025 · Conteúdo para fins de preservação histórica.
🔴⚪ As cores da AA Paulistana são vermelho (#c92a2a) e branco (#ffffff).

PAYSANDU FOOTBALL CLUB (SÃO PAULO)

Paysandu FC · O Clube de Friedenreich · São Paulo/SP

PAYSANDU FUTEBOL CLUBE

⚪ Branco · O Clube de Arthur Friedenreich · 1914–1916

Escudo do Paysandu Futebol Clube
Acervo Michael Serra · Livro "125 Anos de História"
Branco

Ficha Técnica

Nome OficialPaysandu Futebol Clube
Fundação1º de janeiro de 1914
Status AtualExtinto desaparecido após 1916
Cidade/BairroSão Paulo – SP (Santa Ifigênia)
FundadorArthur Friedenreich (primeiro grande craque brasileiro)
Cores OficiaisBranco
Endereço (sede)Rua Santa Ifigênia, 37 · São Paulo/SP
EstádioParque Antárctica Paulista (5 jogos registrados)
Participações OficiaisCampeonato Paulista de 1916 (LPF) · 7º lugar
Competições Disputadas2 competições (segundo Almanaque do Futebol Paulista)

A história do Paysandu FC: o clube fundado por Friedenreich

O Paysandu Futebol Clube foi fundado em 1º de janeiro de 1914 na cidade de São Paulo. Sua criação está diretamente ligada a uma figura lendária do futebol brasileiro: Arthur Friedenreich, considerado o primeiro grande craque da história do esporte no país. Friedenreich, que na época já despontava como uma estrela no Germânia e posteriormente brilharia no Paulistano e na Seleção Brasileira, foi o idealizador e fundador do Paysandu, clube que levava o nome de uma rua próxima à sua residência ou como homenagem à cidade de Paysandu, no Uruguai — uma referência que ainda suscita debates entre historiadores.

As cores oficiais do clube eram o branco, presente tanto na camisa quanto no calção. O uniforme completamente alvo conferia ao Paysandu uma identidade visual distinta entre as agremiações da época, que geralmente adotavam duas ou mais cores. O escudo original, preservado graças ao trabalho meticuloso de historiadores como Michael Serra e incluído na obra 125 Anos de História – A Enciclopédia do Futebol Paulista, exibe as iniciais "P.F.C." em um design circular que remete aos distintivos dos clubes tradicionais do início do século XX.

A sede do clube ficava na Rua Santa Ifigênia, número 37, no bairro homônimo, região central de São Paulo que na época abrigava uma significativa comunidade de imigrantes e trabalhadores do comércio. O Paysandu utilizava como estádio o Parque Antárctica Paulista (atual Allianz Parque), onde disputou seus cinco jogos oficiais registrados como mandante.

"Fundado em 1914 está extinto, usava camisa branca e calção branco, disputou uma competição oficial só um ano em 1916 e ficou em sétimo lugar, foi fundado pelo Arthur Freidenreich (primeiro grande craque brasileiro)." — Futebol Nacional · Banco de Dados

⚽ A participação no Campeonato Paulista de 1916

O Paysandu teve sua única participação registrada em competições oficiais no Campeonato Paulista de 1916, organizado pela Liga Paulista de Foot-Ball (LPF). O torneio contou com a participação de 8 equipes: Paulistano (campeão), Palestra Itália (vice), Corinthians, Santos, Ypiranga, Mackenzie, AA das Palmeiras e o próprio Paysandu. O clube terminou na 7ª colocação, à frente apenas do Mackenzie, que foi o lanterna.

A campanha do Paysandu no campeonato foi modesta: em 10 jogos disputados, o clube conquistou 2 vitórias, 3 empates e 5 derrotas, marcando 15 gols e sofrendo 24. O ataque do Paysandu foi o quarto mais positivo da competição, superando equipes como Corinthians e Ypiranga, mas a defesa frágil comprometeu uma melhor colocação. O artilheiro do time foi o próprio Arthur Friedenreich, que balançou as redes adversárias em diversas oportunidades e demonstrou, já naquele ano, o faro de gol que o consagraria como um dos maiores goleadores da história do futebol mundial.

O primeiro jogo oficial do Paysandu no Paulistão ocorreu em 7 de maio de 1916, no Parque Antárctica, contra o Corinthians. O placar final foi de 3 a 1 para o Timão. A primeira vitória do clube veio na terceira rodada, em 25 de junho, quando o Paysandu goleou o Santos por 5 a 1, também no Parque Antárctica, com grande atuação de Friedenreich. Outro resultado expressivo foi o empate em 1 a 1 contra o Paulistano, que viria a ser o campeão da competição.

Segundo o Almanaque do Futebol Paulista, o Paysandu disputou duas competições ao longo de sua breve existência, embora apenas a participação no Paulistão de 1916 seja amplamente documentada. A outra competição pode ter sido um torneio amistoso ou uma competição de menor expressão cujos registros se perderam ao longo do tempo.

📜 O desaparecimento

Após a temporada de 1916, o Paysandu Futebol Clube encerrou suas atividades. As razões para o desaparecimento precoce do clube não são totalmente claras, mas provavelmente envolvem a falta de recursos financeiros para manter uma equipe competitiva em uma liga que se profissionalizava rapidamente, bem como a saída de Arthur Friedenreich, que retornou ao Paulistano — clube pelo qual conquistaria seus maiores títulos e se tornaria ídolo. O Paysandu deixou como legado sua participação no Campeonato Paulista de 1916, o escudo preservado por historiadores e a curiosidade de ter sido fundado por um dos maiores nomes da história do futebol brasileiro.

Sala de Troféus do Paysandu

Embora o Paysandu não tenha conquistado títulos oficiais, sua participação no Campeonato Paulista de 1916 e seu vínculo com Arthur Friedenreich merecem ser celebrados.

Campeonato Paulista 1916 Participação · 7º lugar entre 8 equipes
Fundador Ilustre Arthur Friedenreich · Primeiro grande craque brasileiro
Primeira Vitória Oficial Paysandu 5×1 Santos · 25 de junho de 1916
Campanha em 1916 10 jogos · 2V, 3E, 5D · 15 gols marcados
Fundação Histórica 1º de janeiro de 1914 · Clube centenário
Escudo Preservado Acervo Michael Serra · "125 Anos de História"

Linha do Tempo do Paysandu

1914
1º de janeiro: Fundação do Paysandu Futebol Clube por Arthur Friedenreich.
1914–1915
O clube disputa amistosos e se prepara para ingressar na Liga Paulista de Foot-Ball.
1916
7 de maio: Estreia no Campeonato Paulista, derrota por 3×1 para o Corinthians.
1916
25 de junho: Primeira vitória oficial: goleada de 5×1 sobre o Santos.
1916
O Paysandu termina o Campeonato Paulista na 7ª colocação.
Pós-1916
Desaparecimento do clube. Friedenreich retorna ao Paulistano.

O bairro de Santa Ifigênia: berço do Paysandu

📍 Região Central · São Paulo · Capital

O bairro de Santa Ifigênia está localizado na região central de São Paulo, no distrito da República. Seu nome é uma homenagem à Igreja de Santa Ifigênia, construída no início do século XX e que se tornou um marco da região. Nas primeiras décadas do século passado, o bairro era um importante polo comercial e residencial, abrigando uma população diversificada de imigrantes — principalmente italianos, espanhóis, portugueses e sírio-libaneses — que trabalhavam no comércio da região central e nas indústrias próximas.

A Rua Santa Ifigênia, onde se localizava a sede do Paysandu Futebol Clube (número 37), é até hoje uma das vias mais conhecidas da cidade, famosa por seu comércio especializado em eletrônicos, informática e equipamentos de som. No início do século XX, a rua já abrigava estabelecimentos comerciais, pensões e residências, sendo um ponto de encontro para a comunidade local. Foi nesse ambiente cosmopolita e vibrante que Arthur Friedenreich escolheu estabelecer a sede de seu clube.

A proximidade com o Parque Antárctica Paulista (atual Allianz Parque), localizado no bairro da Água Branca, facilitava o deslocamento do time para os jogos como mandante. O Paysandu utilizou o estádio em suas cinco partidas oficiais em casa, compartilhando o espaço com outros clubes da época, como o próprio Palestra Itália e o Germânia.

O Parque Antárctica Paulista: palco do Paysandu

O Parque Antárctica Paulista foi um dos estádios mais icônicos da história do futebol paulista. Inaugurado em 1902 pela Companhia Antarctica Paulista, o local originalmente abrigava um parque de diversões e um campo de futebol. Em 1920, o estádio foi adquirido pelo Palestra Itália (atual Palmeiras), que o transformou em sua casa oficial. O estádio foi demolido em 2010 para dar lugar ao moderno Allianz Parque, inaugurado em 2014.

Antes de se tornar a casa do Palmeiras, o Parque Antárctica foi utilizado por diversos clubes paulistanos, incluindo o Paysandu Futebol Clube. O clube disputou ali seus cinco jogos como mandante no Campeonato Paulista de 1916, enfrentando adversários como Corinthians, Santos, Paulistano e Palestra Itália. O estádio, com sua atmosfera única e capacidade para cerca de 8.000 espectadores na época, foi testemunha dos primeiros passos de Friedenreich como dirigente e da breve, porém significativa, passagem do Paysandu pelo futebol paulista.

Simulação do Uniforme Branco (1916)

Camisa: branca
Calção: branco | Meias: brancas
(Reconstituição baseada nas informações do Futebol Nacional: "camisa branca e calção branco")

Galeria do Escudo Histórico

Escudo Paysandu FC
Paysandu Futebol Clube (1914–1916) — Escudo oficial

O distintivo foi preservado graças ao trabalho de Michael Serra e integra o acervo da Enciclopédia do Futebol Paulista.

Epílogo: o legado do Paysandu

O Paysandu Futebol Clube é um capítulo fascinante e pouco conhecido da história do futebol paulista. Fundado por Arthur Friedenreich — o "Tigre", primeiro grande craque brasileiro —, o clube teve uma existência efêmera, mas sua participação no Campeonato Paulista de 1916 o coloca entre as agremiações que ajudaram a construir os alicerces do esporte no estado.

A campanha de 1916, embora modesta, revelou o potencial do clube e, sobretudo, o talento de Friedenreich como artilheiro. A goleada de 5 a 1 sobre o Santos e o empate contra o campeão Paulistano demonstram que o Paysandu, mesmo com recursos limitados, era capaz de enfrentar os gigantes da época de igual para igual.

O desaparecimento do clube após 1916 não apagou sua memória. O escudo com as iniciais P.F.C., preservado por historiadores como Michael Serra, permanece como um testemunho da paixão de Friedenreich pelo futebol — uma paixão que o levou não apenas a brilhar nos gramados, mas também a fundar um clube que, por breve que tenha sido sua existência, deixou sua marca na história.

Hoje, o Paysandu é lembrado como uma curiosidade histórica: o "outro" Paysandu, homônimo do tradicional clube paraense, mas com trajetória própria e um vínculo único com um dos maiores ícones do futebol brasileiro. Sua história nos lembra que o futebol, em seus primórdios, era feito de iniciativas apaixonadas como a de Friedenreich — clubes que nasciam do sonho de um indivíduo ou de uma comunidade, e que, mesmo com vida curta, contribuíam para a rica tapeçaria do esporte mais popular do país.

📝 Resumo Final

O Paysandu Futebol Clube foi fundado em 1º de janeiro de 1914 por Arthur Friedenreich, o primeiro grande craque brasileiro. Sua sede ficava na Rua Santa Ifigênia, 37, em São Paulo. O clube usava uniforme completamente branco (camisa e calção). Disputou o Campeonato Paulista de 1916, terminando na 7ª colocação entre 8 equipes, com 2 vitórias, 3 empates e 5 derrotas. O estádio utilizado como mandante foi o Parque Antárctica Paulista (5 jogos). O clube foi extinto após 1916. Seu escudo foi preservado por Michael Serra e figura na obra "125 Anos de História – A Enciclopédia do Futebol Paulista".

Bibliografia e Fontes Consultadas

📌 Esta enciclopédia foi elaborada com base em fontes verificadas e vasta pesquisa online, respeitando as cores originais do clube (branco). O Paysandu Futebol Clube, mesmo efêmero, é parte da rica história do futebol paulista e um testemunho da paixão de Arthur Friedenreich pelo esporte.

Enciclopédia do Futebol Brasileiro · Compilado em 2025 · Conteúdo para fins de preservação histórica.
⚪ A cor do Paysandu FC é branco (#f8f8f8).

CLUBE ATLÉTICO PENHENSE (SÃO PAULO)

CA Penhense · O Alvinegro da Penha · São Paulo/SP

CLUBE ATLÉTICO PENHENSE

⚫⚪ Preto e Branco · O Alvinegro da Penha · 1924–década de 1960

Escudo do Clube Atlético Penhense
Acervo Michael Serra · Livro "125 Anos de História"
Preto
Branco

Ficha Técnica

Nome OficialClube Atlético Penhense
Fundação1º de janeiro de 1924 (101 anos)
Status AtualExtinto desaparecido na década de 1960
Cidade/BairroSão Paulo – SP (Penha de França)
ApelidoCampeão da Penha
Cores OficiaisPreto e Branco (Alvinegro)
SedeRua da Penha, nº 47 – Penha · São Paulo/SP
Participações Oficiais6 competições registradas
Principal TítuloTorneio Início Paulista Amador de 1943

A história do CA Penhense: o alvinegro que reinou na Penha

O Clube Atlético Penhense foi fundado em 1º de janeiro de 1924 no bairro da Penha de França, zona leste da capital paulista. A agremiação nasceu como um clube de bairro, voltado para a prática do futebol amador e para a promoção de atividades sociais entre os moradores da região — uma comunidade que crescia rapidamente com a expansão da cidade e a chegada de imigrantes, principalmente italianos e espanhóis, que trabalhavam nas indústrias e no comércio local. Sua sede ficava na Rua da Penha, número 47, no coração do bairro.[reference:0]

As cores oficiais do clube eram o preto e o branco, conferindo-lhe a identidade alvinegra que o distinguia entre as dezenas de agremiações que pontilhavam o futebol paulistano nas primeiras décadas do século XX. O escudo original, preservado graças ao trabalho meticuloso de historiadores como Michael Serra e incluído na obra 125 Anos de História – A Enciclopédia do Futebol Paulista, exibe as iniciais "C.A.P." em um design circular que remete aos distintivos dos clubes tradicionais da época.

Já em 1928, o Almanaque Esportivo "Olympicus", de Tomaz Mazzoni, fazia referência aos inúmeros triunfos conseguidos pela equipe alvinegra na temporada anterior, indicando que o Penhense rapidamente se consolidou como uma força no futebol amador paulistano.[reference:1] Durante muitos anos, o clube foi conhecido como o "Campeão da Penha", em virtude das inúmeras vitórias conquistadas pelo grêmio alvinegro nos campeonatos de várzea e nas competições oficiais das ligas amadoras.[reference:2]

"O Clube Atlético Penhense, do Bairro Penha de França, situado na Zona Leste, da capital paulistana, foi fundado na data de 1º de janeiro de 1924, e durante muitos anos foi conhecido como o 'Campeão da Penha', tendo em vista as inúmeras vitórias conquistadas pelo grêmio alvinegro." — Álbum "Varzeana Paulista", anos 50/60[reference:3]

🏆 A glória de 1943: campeão do Torneio Início Paulista Amador

O ponto alto da trajetória do CA Penhense ocorreu em 11 de abril de 1943, quando o clube sagrou-se campeão do Torneio Início Paulista de Futebol Amador. A competição, realizada em São Paulo, reuniu algumas das principais equipes amadoras da capital. O Penhense estreou nas quartas de final contra o Ícaro AC, em uma partida equilibrada que terminou empatada em 0 a 0 no tempo normal. Na decisão por escanteios, o alvinegro levou a melhor, vencendo por 2 a 1 e garantindo vaga nas semifinais. Na grande final, o adversário foi o São Cristóvão FC. Em um jogo disputado, o Penhense venceu por 1 a 0, conquistando o título de forma invicta e inscrevendo seu nome na história do futebol amador paulista.[reference:4]

📊 As seis participações em competições oficiais

O CA Penhense teve 6 participações registradas em competições oficiais do futebol paulista. Embora os registros detalhados de todas as campanhas sejam fragmentários — uma característica comum entre os clubes amadores da época —, sabe-se que o clube disputou torneios organizados pela APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos) e pela FPF (Federação Paulista de Futebol) ao longo das décadas de 1920 a 1940. O clube também participou ativamente dos campeonatos de várzea que movimentavam a zona leste paulistana, enfrentando equipes como o Botafogo da Penha, o Cruzeiro do Sul da Penha e o CE Penha.

Em 1942, um levantamento dos clubes de São Paulo registrou que o CA Penhense contava com 200 sócios, um número expressivo para uma agremiação de bairro na época, demonstrando sua relevância e penetração na comunidade penhense.[reference:5]

📜 O desaparecimento

Como dezenas de outros clubes amadores e de várzea da época, o CA Penhense não sobreviveu às transformações do futebol brasileiro e às mudanças urbanas que reconfiguraram a zona leste paulistana. O clube manteve-se ativo até meados da década de 1960, mas o crescimento da cidade, a especulação imobiliária que fez desaparecer os campos de várzea e a consolidação do profissionalismo no futebol acabaram por selar o destino do alvinegro. O Penhense desapareceu silenciosamente, deixando como legado seu título de 1943, o apelido de "Campeão da Penha" e um escudo que, graças ao trabalho de historiadores, continua a ser lembrado como símbolo de uma era em que o futebol de bairro pulsava forte no coração da zona leste.

Sala de Troféus do CA Penhense

O CA Penhense construiu uma trajetória vitoriosa no futebol amador paulistano, tendo como principal conquista o Torneio Início Paulista de 1943. Esta sala celebra seus feitos e legado.

Torneio Início Paulista Amador 1943 Campeão invicto · Final: 1×0 São Cristóvão FC
Participações Oficiais 6 competições registradas (APEA/FPF)
Apelido Histórico "Campeão da Penha" · Reconhecimento da comunidade
Sócios em 1942 200 sócios · Clube de expressiva penetração comunitária
Fundação Histórica 1º de janeiro de 1924 · Mais de 40 anos de atividades
Escudo Preservado Acervo Michael Serra · "125 Anos de História"

Linha do Tempo do CA Penhense

1924
1º de janeiro: Fundação do Clube Atlético Penhense, com sede na Rua da Penha, nº 47.
1928
O Almanaque "Olympicus" destaca os inúmeros triunfos da equipe alvinegra na temporada anterior.
Décadas de 1930–1940
Participação ativa nos campeonatos da APEA e nas competições de várzea da zona leste.
1942
Registro de 200 sócios no levantamento dos clubes de São Paulo.
1943
11 de abril: Conquista do Torneio Início Paulista Amador, vencendo o São Cristóvão FC por 1×0 na final.
Décadas de 1950–1960
O clube mantém-se ativo no futebol amador, sendo conhecido como o "Campeão da Penha".
Década de 1960
Desaparecimento do clube, vítima das transformações urbanas e da profissionalização do futebol.

O bairro da Penha: berço do alvinegro

📍 Zona Leste · São Paulo · Capital

O bairro da Penha é um dos mais antigos e tradicionais de São Paulo. A primeira referência oficial à localidade data de uma petição do licenciado Mateus Nunes de Siqueira, e o bairro completou 342 anos em 2024. A Penha é conhecida pelos vários templos de diversas religiões, sobretudo católicos — com destaque para a Basílica de Nossa Senhora da Penha, que atrai milhares de romeiros todos os anos.[reference:6]

A região desenvolveu-se inicialmente às margens do Rio Tietê e seus afluentes Aricanduva e Tiquatira, com uma economia baseada na agricultura, olarias, portos de areia e estaleiros. No século XX, a Penha tornou-se um polo industrial e operário, atraindo imigrantes italianos, espanhóis e portugueses. Foi nesse ambiente de efervescência comunitária que floresceu o futebol de várzea, com clubes como o CA Penhense, o Botafogo da Penha, o Cruzeiro do Sul da Penha e o CE Penha.[reference:7]

Um fato histórico curioso: durante a Revolução de 1924, a Penha foi por dois meses a capital do estado de São Paulo, quando o governador Carlos Campos transferiu-se para o bairro em meio ao cerco das forças federais.[reference:8] Atualmente, a Penha é um dos distritos com IDH muito elevado da zona leste, compondo, ao lado de bairros como Tatuapé, Mooca e Vila Prudente, um conjunto de regiões com excelente infraestrutura e qualidade de vida.[reference:9]

Simulação do Uniforme Alvinegro (década de 1940)

Camisa: listras verticais pretas e brancas
Calção: preto | Meias: brancas
(Reconstituição baseada nas cores oficiais do clube: preto e branco)

Galeria de Escudos Históricos

Escudo principal
Versão principal (1924–década de 1960)
Escudo alternativo 1
Versão estilizada 1
Escudo alternativo 2
Versão estilizada 2

Os distintivos foram preservados por Michael Serra e integram o acervo da Enciclopédia do Futebol Paulista.

Epílogo: o legado do Campeão da Penha

O Clube Atlético Penhense é um exemplo emblemático dos clubes de bairro que floresceram em São Paulo nas primeiras décadas do século XX. Fundado em 1924, o alvinegro da Penha construiu uma trajetória vitoriosa no futebol amador, culminando com a conquista do Torneio Início Paulista de 1943 — título que o consagrou como uma das principais forças do futebol de várzea paulistano.

O apelido de "Campeão da Penha", registrado no álbum "Varzeana Paulista" dos anos 1950/60, atesta o reconhecimento que o clube desfrutava em sua comunidade. Com 200 sócios em 1942, o Penhense era mais do que um time de futebol: era um ponto de encontro, um espaço de lazer e sociabilidade para os moradores de um bairro que crescia e se transformava no ritmo acelerado da metrópole paulistana.

O desaparecimento do clube, em meados da década de 1960, reflete as profundas transformações pelas quais passou o futebol brasileiro e a própria cidade de São Paulo. A profissionalização do esporte, a concentração de recursos nos grandes clubes e a especulação imobiliária que engoliu os campos de várzea da zona leste selaram o destino de dezenas de agremiações como o Penhense. No entanto, sua memória resiste nos acervos de historiadores como Michael Serra, nos registros da Federação Paulista de Futebol e no coração dos antigos moradores da Penha.

Hoje, o CA Penhense é lembrado como um símbolo de uma era em que o futebol era, antes de tudo, uma expressão da vida comunitária. O escudo alvinegro, com as iniciais C.A.P., preservado na Enciclopédia do Futebol Paulista, é um testemunho silencioso da paixão que movia os penhenses a cada domingo, quando o "Campeão da Penha" entrava em campo para defender as cores do bairro.

📝 Resumo Final

O Clube Atlético Penhense foi fundado em 1º de janeiro de 1924 no bairro da Penha, em São Paulo. Suas cores oficiais eram o preto e o branco (alvinegro). O clube disputou seis competições oficiais e conquistou o Torneio Início Paulista Amador de 1943, vencendo o São Cristóvão FC por 1×0 na final. Conhecido como o "Campeão da Penha", o clube contava com 200 sócios em 1942 e manteve-se ativo no futebol amador até a década de 1960, quando foi extinto. Seu escudo foi preservado por Michael Serra e figura na obra "125 Anos de História – A Enciclopédia do Futebol Paulista".

Bibliografia e Fontes Consultadas

📌 Esta enciclopédia foi elaborada com base em fontes verificadas e vasta pesquisa online, respeitando as cores originais do clube (preto e branco). O Clube Atlético Penhense, mesmo extinto, é parte fundamental da história do futebol de várzea paulistano e um testemunho da paixão popular que construiu o esporte no Brasil.

Enciclopédia do Futebol Brasileiro · Compilado em 2025 · Conteúdo para fins de preservação histórica.
⚫⚪ As cores do CA Penhense são preto (#111111) e branco (#f5f5f5).

SPORT CLUB GERMANIA (SÃO PAULO)

SC Germânia · O Pioneiro Preto e Azul · São Paulo/SP

SPORT CLUB GERMÂNIA

⚫🔵⚪ Preto, Azul e Branco · O Pioneiro do Futebol Paulista · 1899–1942

Escudo do Sport Club Germânia
Acervo Michael Serra · Livro "125 Anos de História"
Preto
Azul
Branco

Ficha Técnica

Nome OficialSport Club Germânia
Nome AtualEsporte Clube Pinheiros (desde 1942) Mudou de nome
Fundação7 de setembro de 1899 (126 anos)
FundadorHans Nobiling e irmãos Wahnschaffe
CidadeSão Paulo – SP
Cores OficiaisPreto, Azul e Branco
EstádiosVelódromo (25 jogos) · Parque Antárctica (21 jogos) · Rua da Consolação (1 jogo)
Participações no Paulistão26 edições
TítulosCampeonato Paulista: 1906, 1915 (LPF)
Endereço Atual (Pinheiros)Rua Tucumã, 142 · Jardim Europa · São Paulo/SP · CEP 01455-070

A história do Germânia: o clube que nasceu de uma dissidência

O Sport Club Germânia foi fundado em 7 de setembro de 1899 pelo jovem alemão Hans Nobiling, recém-chegado de Hamburgo, ao lado dos irmãos Wahnschaffe e outros entusiastas do futebol. A fundação do Germânia está diretamente ligada a uma dissidência: dezoito dias antes, em 19 de agosto de 1899, Nobiling havia participado da criação do Sport Club Internacional (SP), mas divergências quanto ao nome — ele desejava "Germânia" em homenagem à sua terra natal, enquanto os demais fundadores preferiam um nome que congregasse as várias nacionalidades — levaram-no a se afastar e fundar seu próprio clube. As cores adotadas foram o preto, o azul e o branco, uma referência direta ao Sport Club Germania de Hamburgo, time no qual Nobiling havia jogado na Alemanha.

O primeiro uniforme titular do Germânia era uma peça singular: camisa com a metade direita preta e a metade esquerda azul, calção e meias pretas. Mais tarde, o clube adotou um design com listras verticais azuis e pretas, calção branco e meias pretas, além de um uniforme reserva inteiramente branco com meias pretas. Essa combinação de cores tornou-se a marca registrada do clube nos gramados paulistas.

O Germânia foi um dos fundadores da Liga Paulista de Foot-Ball (LPF) em 1901, ao lado de São Paulo Athletic, Internacional, Paulistano e Mackenzie. No dia 3 de maio de 1902, protagonizou, ao lado do Mackenzie, o primeiro jogo oficial da história do futebol brasileiro, sendo derrotado por 2 a 1 no Parque Antárctica Paulista. A partir de então, o clube consolidou-se como uma das principais forças do futebol paulista na era amadora.

"No futebol, o primeiro uniforme titular tinha camisa com a metade direita preta e a metade esquerda azul, calção e meias pretas. Mais tarde adotou camisa com listras verticais azuis e pretas, calção branco e meias pretas." — História do Futebol · A Enciclopédia do Futebol na Internet

🏆 Os títulos paulistas de 1906 e 1915

O Germânia sagrou-se campeão paulista em duas ocasiões: 1906 e 1915. O título de 1906 foi conquistado de forma invicta, com uma campanha que incluiu vitórias expressivas como o 6 a 0 sobre o São Paulo Athletic Club e o 9 a 1 sobre o mesmo adversário fora de casa. O artilheiro da competição foi Hermann Friese, do Germânia, com 6 gols (empatado com Leo, do Internacional). Já o título de 1915 veio após uma competição disputada ponto a ponto, consolidando o clube como bicampeão estadual e o quinto clube a alcançar tal feito na história do Paulistão.

🌟 Arthur Friedenreich: o primeiro grande craque brasileiro

O Germânia teve a honra de revelar para o futebol Arthur Friedenreich, considerado o primeiro grande craque da história do futebol brasileiro. Filho de um imigrante alemão e de uma brasileira afrodescendente, Friedenreich estreou pelo time principal do Germânia em 1909, aos 17 anos, e rapidamente se destacou por sua habilidade e faro de gol. Embora não tenha conquistado títulos pelo clube — suas maiores glórias viriam posteriormente pelo Paulistano e pela Seleção Brasileira —, foi no Germânia que o "Tigre" deu seus primeiros passos rumo à lenda, marcando seu primeiro gol oficial em 1911. Friedenreich é até hoje reverenciado como um dos maiores artilheiros da história do futebol mundial, com mais de 1.200 gols marcados ao longo da carreira.

Sala de Troféus do Germânia

O Sport Club Germânia foi um dos clubes mais vitoriosos da era amadora do futebol paulista, acumulando títulos e feitos históricos que o consagram como um dos pioneiros do esporte no Brasil.

Campeonato Paulista 1906 LPF · Campanha invicta · Hermann Friese artilheiro
Campeonato Paulista 1915 LPF · Bicampeonato estadual
Vice-campeonato Paulista 1926 LAF (Liga dos Amadores de Futebol)
Primeiro Jogo Oficial do Brasil 3 de maio de 1902 · Germânia 1×2 Mackenzie
Fundador da LPF 1901 · Membro fundador da Liga Paulista de Foot-Ball
Revelação de Friedenreich Arthur Friedenreich · Primeiro grande craque brasileiro
Participações no Paulistão 26 edições disputadas
Legado no Pinheiros Atual Esporte Clube Pinheiros · Maior clube poliesportivo da América Latina

Linha do Tempo do Germânia

1899
7 de setembro: Fundação do Sport Club Germânia por Hans Nobiling e os irmãos Wahnschaffe, após dissidência do SC Internacional.
1901
O Germânia é um dos fundadores da Liga Paulista de Foot-Ball (LPF), ao lado de SPAC, Internacional, Paulistano e Mackenzie.
1902
3 de maio: Participa do primeiro jogo oficial do futebol brasileiro, sendo derrotado pelo Mackenzie por 2×1.
1906
Conquista seu primeiro título paulista, com campanha invicta. Hermann Friese é o artilheiro.
1909
Arthur Friedenreich, aos 17 anos, estreia pelo time principal do Germânia.
1915
Conquista seu segundo título paulista, sagrando-se bicampeão estadual.
1916
Abandona o campeonato da LPF, só retornando ao Paulistão em 1921.
1926
Vice-campeão paulista no campeonato organizado pela Liga dos Amadores de Futebol (LAF).
1933
Abandona definitivamente o Campeonato Paulista com o advento do profissionalismo.
1942
Durante a Segunda Guerra Mundial, é obrigado a mudar de nome, tornando-se Esporte Clube Pinheiros.
Atualidade
O Pinheiros é o maior clube poliesportivo da América Latina, com 170 mil m² e mais de 39 mil associados.

O declínio no futebol e a transformação em Pinheiros

Após o título de 1915, o Germânia entrou em um período de declínio. Em 1916, abandonou o campeonato da LPF, só retornando em 1921, quando terminou na última colocação. O clube ainda conseguiu um honroso vice-campeonato em 1926, no torneio organizado pela Liga dos Amadores de Futebol (LAF), que reunia exclusivamente clubes pró-amadorismo. No entanto, com a profissionalização do futebol paulista a partir de 1933, o Germânia optou por abandonar definitivamente as competições oficiais, encerrando sua trajetória de 26 participações no Paulistão.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo brasileiro, alinhado aos Aliados, determinou que clubes com nomes ligados aos países do Eixo deveriam se nacionalizar. O Germânia foi pressionado a mudar de nome e, em 1942, tornou-se o Esporte Clube Pinheiros. O símbolo também foi adaptado, mas as cores — preto, azul e branco — foram mantidas, preservando a identidade visual do clube. Com o fim da guerra e a consolidação do profissionalismo, o Pinheiros optou por se tornar um clube social e poliesportivo, abandonando o futebol profissional, mas mantendo-se ativo em dezenas de modalidades esportivas.

Do Velódromo ao Jardim Europa: os palcos do Germânia

📍 Zona Oeste · São Paulo · Capital

Ao longo de sua história futebolística, o Germânia mandou seus jogos em três estádios icônicos da capital paulista. O principal deles foi o Velódromo de São Paulo, localizado no bairro da Consolação, onde disputou 25 partidas. O clube também utilizou o Parque Antárctica Paulista (atual Allianz Parque), com 21 jogos, e o campo da Rua da Consolação (pertencente ao São Paulo Athletic Club), com 1 partida registrada.

Atualmente, o Esporte Clube Pinheiros está sediado na Rua Tucumã, 142, no Jardim Europa, um dos bairros mais nobres de São Paulo. A sede ocupa uma área de 170 mil metros quadrados e conta com mais de 39 mil associados. O clube consolidou-se como um celeiro olímpico, revelando e abrigando atletas de ponta em modalidades como atletismo, natação, ginástica artística, polo aquático e judô. Nomes como Cesar Cielo, Daniele Hypólito, Alison dos Santos e João do Pulo representaram o Pinheiros em Jogos Olímpicos, perpetuando o legado esportivo iniciado pelo Germânia em 1899.

Simulação do Uniforme Histórico (década de 1900)

Camisa: metade direita preta, metade esquerda azul
Calção: preto | Meias: pretas
(Reconstituição do primeiro uniforme titular do Germânia, conforme registros históricos)

Posteriormente, o clube adotou camisa com listras verticais azuis e pretas, calção branco e meias pretas, além de um uniforme reserva inteiramente branco com meias pretas.

Galeria de Escudos Históricos

Escudo principal
Versão principal (1899–1942)
Escudo alternativo 1
Versão estilizada 1
Escudo alternativo 2
Versão estilizada 2
Escudo alternativo 3
Versão estilizada 3
Escudo alternativo 4
Versão estilizada 4

Os distintivos foram preservados por Michael Serra e integram o acervo da Enciclopédia do Futebol Paulista.

Epílogo: o legado do Germânia

O Sport Club Germânia ocupa um lugar de honra na história do futebol brasileiro. Fundado em 1899, foi um dos cinco clubes que criaram a Liga Paulista de Foot-Ball e participou do primeiro jogo oficial do esporte no país. Bicampeão paulista (1906 e 1915), revelou para o mundo Arthur Friedenreich, o primeiro grande craque brasileiro, e ajudou a estabelecer as bases do que viria a ser o futebol profissional no Brasil.

Embora tenha abandonado o futebol profissional em 1933 e mudado de nome em 1942, o Germânia jamais desapareceu. Sob a denominação de Esporte Clube Pinheiros, o clube floresceu como o maior poliesportivo da América Latina, revelando e abrigando atletas olímpicos em dezenas de modalidades. As cores preto, azul e branco, que um dia vestiram Friedenreich e Hermann Friese nos campos do Velódromo e do Parque Antárctica, continuam a ser ostentadas com orgulho pelos atletas do Pinheiros em competições nacionais e internacionais.

O legado do Germânia transcende o futebol: é a história de um clube que soube se reinventar, preservando sua essência e sua identidade ao longo de mais de 125 anos. Do pioneirismo nos gramados paulistas à excelência olímpica, o Sport Club Germânia — hoje Esporte Clube Pinheiros — permanece como um dos pilares do esporte brasileiro, um testemunho vivo da paixão e da visão de Hans Nobiling e seus companheiros.

📝 Resumo Final

O Sport Club Germânia foi fundado em 7 de setembro de 1899 por Hans Nobiling, em São Paulo. Suas cores oficiais eram o preto, o azul e o branco. O clube foi bicampeão paulista (1906 e 1915) e revelou Arthur Friedenreich, considerado o primeiro grande craque brasileiro. Disputou 26 edições do Campeonato Paulista e participou do primeiro jogo oficial do futebol brasileiro em 1902. Em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, foi obrigado a mudar de nome, tornando-se Esporte Clube Pinheiros. Atualmente, o Pinheiros é o maior clube poliesportivo da América Latina, com sede no Jardim Europa, em São Paulo.

Bibliografia e Fontes Consultadas

📌 Esta enciclopédia foi elaborada com base em fontes verificadas e vasta pesquisa online, respeitando as cores originais do clube (preto, azul e branco). O Sport Club Germânia, hoje Esporte Clube Pinheiros, é um dos pilares da história do esporte brasileiro.

Enciclopédia do Futebol Brasileiro · Compilado em 2025 · Conteúdo para fins de preservação histórica.
⚫🔵⚪ As cores do Germânia são preto (#111111), azul (#1a3a7a) e branco (#ffffff).